ESPAÇO EMBAÚBA
Viveiro do Instituto da Árvore inaugura espaço para Educação Ambiental

No último sábado, 23, com uma alegre confraternização, parceiros e voluntários do Instituto da Árvore inauguraram o Espaço Embaúba, na sede do IA, na Rua da Usina Velha, 593, no bairro do Perequê-Açu, em Ubatuba.

A construção feita com material de baixo impacto ambiental será um espaço destinado a funcionar como centro de formação, documentação e informação. A celebração marcou também o encerramento do projeto Viveiro IA, iniciado em março de 2015, que superou todas as suas metas e produziu mais de 25 mil mudas de qualidade de 52 espécies nativas da Mata Atlântica.

Ao fazer uso da palavra, a engenheira florestal Yara Defavari, coordenadora técnica do projeto, relembrou os passos percorridos pelos mais de 700 participantes que se engajaram no projeto desde março de 2015. O ambicioso projeto financiado pela Petrobras deixa como legado não apenas o espaço de formação e produtivo viveiro de 500 metros quadrados para suprir a demanda de mudas para compensação ambiental e recuperação de áreas degradadas, mas também a sensibilização e o aprendizado adquirido pelas mais de 2068 pessoas que, de uma forma ou de outra, participaram de oficinas e outros eventos, como plantios de mudas em escolas e outros espaços públicos.

Jovens do grupo de capoeira do IA demonstraram isso na prática. Eles fizeram uma bonita e amistosa apresentação, mostrando um pouco do que aprenderam com seus professores capoeiristas Emanuel Ramos e Ivete Lanzilotti.

Em outro momento, ao responder perguntas feitas pela fundadora do Instituto da Árvore, Nalva Barbosa, os garotos mostraram que além do gingado da dança/arte marcial de origem banto, também aprenderam sobre as plantas da Mata Atlântica.

Defavari destacou a importância dos diversos parceiros dos setores privado e público, de modo especial a Secretaria Municipal de Educação de Ubatuba, que nesses dois anos e meio colaborou com o projeto de diversas formas, principalmente por meio da presença da pedagoga Luciana Bento Vidal, que foi muito importante para o sucesso das ações educativas do projeto.

Nesse período, as atividades de capacitação prepararam pessoas para identificação de matrizes, coleta de sementes, preparo de mudas e plantio. Algumas dessas pessoas colocaram a mão na massa, colaborando eventualmente com o dedicado viveirista do Instituto, senhor Luis Claro.

Houve também atividades como oficinas de culinária. “Duas vezes por mês, vinha uma chefe de cozinha que dava as receitas e ensinava o valor dos alimentos”, relembra Nalva, que atualmente é coordenadora pedagógica do IA.

A diversidade de sabores e valores nutricionais da Mata Atlântica esteve farta e deliciosamente representada na mesa da confraternização, que incluía quitutes que usam ingredientes como o cambuci e a polpa do fruto da palmeira juçara.

“O valor desse projeto não está só vinculado às metas que foram todas atingidas e até mesmo superadas, mas também na afirmação de valores éticos, ambientais de exercício da cidadania; é esse olhar mais crítico dos jovens, crianças e todos os que foram envolvidos pelas oficinas”, declarou Carla Ricci, atual presidente do IA. “Um dia as futuras gerações irão se perguntar o que a nossa geração fez para mudar essa situação de degradação da natureza. E o Instituto da Árvore provavelmente vai ser lembrado de uma forma positiva. E eu espero que mais pessoas possam ter esse reconhecimento das gerações futuras. Daí a necessidade de dar continuidade a esse trabalho de conscientização da preservação da Mata Atlântica em nossa cidade ”, completa.