EDUCAÇÃO
Projeto propõe observação de árvores em bairros de Ubatuba

Educação ambiental ao ar livre, em contato direto com a natureza, é o que propõe o “Projeto de Observação de Árvores”, do Instituto da Árvore (IA), que começou em outubro. O responsável pelo projeto é o professor Rui Alves Grilo, que aposta na vocação natural de Ubatuba para atividades de observação de plantas da Mata Atlântica.

Árvores, trepadeiras, ervas, gramíneas.: há muita vida para observar.

O projeto visa auxiliar na formação de monitores especializados e impulsionar atividades que tenham como principal foco o reino vegetal. Durantes as saídas a campo, a partir da observação das plantas, são abordados temas como clima, mata ciliar, assoreamento, sustentabilidade e equilíbrio ecológico.

Quinze pessoas, entre jovens, membros e parceiros do IA, participaram da caminhada pelo Prumirim no sábado, 4 de novembro. Foi o segundo local visitado pelo projeto. O grupo observou muitas espécies, entre nativas e exóticas, como por exemplo cabeludinha, grumixama, samambaia, erva baleeira, jacatirão, carobinha, quaresmeira, pau pólvora, panaceia, bicuíba, araçá-vermelho, camboatá, caraguatá, fruta pão, bastão do imperador, cajuja, jaqueira e pixirica. A caminhada contou com a presença do biólogo argentino Daniel Oscar Forcelli.

Ubatuba é um ótimo local para a observação de árvores e plantas da Mata Atlântica.

É preciso muita observação e estudo para identificar as diversas plantas presentes nas trilhas. Os participantes do projeto de observação de árvores têm a oportunidade de ver as espécies de perto, e reparar em cada detalhe, como as cores, formatos e texturas dos troncos, galhos, folhas, flores e frutos. Entre as fontes de consulta estão livros e manuais de identificação de espécies. O projeto também prevê entrevistas com moradores locais que se destacam pelo conhecimento e prática de alguma atividade econômica envolvendo a natureza, valorizando a sabedoria tradicional que resiste em Ubatuba. As próximas visitas devem ocorrer no Bonete, Ilha Anchieta, Picinguaba e Taquaral.

Biólogo argentino Daniel Oscar Forcelli.

Mata Atlântica

Segundo relatório publicado este ano pela ONG SOS Mata Atlântica, o desmatamento do bioma cresceu 60% em um ano. “Foram destruídos 291 km² de florestas entre 2015-2016, o maior desmatamento em 10 anos”, de acordo com a pesquisa.

A ONG estima que na época do descobrimento do Brasil, a Mata Atlântica abrangia uma área equivalente a 1.315.460 km². Hoje, restam 8,5 % de remanescentes florestais acima de 100 hectares, em comparação com a cobertura original. Somados todos os fragmentos de floresta nativa acima de 3 hectares, temos atualmente 12,5% de remanescentes.

Mata Atlântica ocorre em 17 Estados: RS, SC, PR, SP, GO, MS, RJ, MG, ES, BA, AL, SE, PB, PE, RN, CE e PI.

Serviço
A sede e o viveiro do Instituto da Árvore ficam na Rua da Usina Velha, 593, Perequê-Açú. O telefone é 12-3832-5788.

*Texto: Renata Takahashi – informarubatuba@gmail.com