AUTODICAS DO INFORMAR
Não perca os freios nem as calotas na descida da serra

Quando passamos por um trecho de serra, como a rodovia Oswaldo Cruz (SP-125), vemos centenas de calotas perdidas pelos acostamentos ou mesmo no meio da pista. Cada calota que se solta na descida da serra não significa apenas prejuízo para o dono do veículo, mas também risco de acidente para todos os usuários da via.

O desprendimento de calotas acontece porque o sistema de freios está sendo muito exigido e o atrito com as rodas faz com que elas se superaqueçam, dilatando-se ligeiramente e/ou deformando componentes de plástico.

Mas existe algo ainda mais perigoso causado por esse superaquecimento. O calor faz com que o fluido de freio ferva, causando bolhas no sistema hidráulico. Isso faz com que os freios principais deixem de funcionar.

O que fazer então para descer a serra com segurança?

A principal dica é ‘‘descer engrenado’’, isso é, descer com o carro engatado em uma marcha lenta. Assim, o motorista pode usar o chamado freio-motor para ajudar a segurar o carro. Ou seja:

O MOTORISTA NÃO DEVE NUNCA DESCER A SERRA EM PONTO MORTO NEM COM O PÉ AFUNDADO NA EMBREAGEM.

Alguns motoristas acreditam que andando ‘‘na banguela’’, isso é, com o pé na embreagem ou em ponto morto, estariam economizando combustível por aproveitarem a força da gravidade. Isso é uma ilusão e só aumenta os riscos de acidente por superaquecimento do sistema de freios a disco ou tambor que, quando acionados ‘‘na banguela’’ ou após um trecho nessas condições, são sobrecarregados.

Além de descer engrenado e na velocidade indicada pelas placas, o motorista deve fazer a revisão de seu carro antes de viajar e trocar o fluido do freio na quilometragem correta.

 

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